sábado, 9 de abril de 2011

Página de um Diário Poético

Quero muito e não pouco
Quero muito e não algum
Quero muito e não um bocado
Quero muito o TUDO
Quero, quero, quero...
Um dia voltar a ter
TUDO aquilo que já perdi



Deuses vistos como Deus
Sentidos como salvadores
Apesar de mais velhos
Comparam-se com o mais novo
Este novo que ainda perdura
Na vida de milhões de pessoas
Sem nunca ser esquecido
É relembrado em auxilio
Um Deus valorizado como Deuses
E Deuses equiparados com Deus




O sol azul que entra pela casa
contrasta no céu amarelo que
cobre o dia de hoje.
A pedra alegra o dia
com a sua melodia
O canário está ali no meio do jardim
e serve de baliza.
Os cães jogam à bola
felizes e cansados
As crianças assistem 
com a respiração acelerada
e com a língua de fora
 
 
Ana Carolina Almeida

Oficina de escrita com textos próprios e alheios


O meu corpo tremeu.
A brisa de átomos sobre a cara.
“Foi pela esquerda abaixo” – Pensei eu
“É a que me faltara”.

Seguia-a incessantemente
A brisa de átomos sobre a cara
“E escutam como ressoa” – Tive na minha mente
“É de certeza a que me faltara”.

Seguir, seguir, seguir, segui-a
A brisa de átomos sobre a cara
“Uma combinação brilhante” – Raciocinei
“É sem dúvida a que me faltara”

Um cansaço vem-me à medida que me vou.
A brisa de átomos sobre a cara
“Porque tu vais de mão dada com a aventura” – Na minha cabecinha ecoou
“É, mais do que nunca, a que me faltara”

Gastei-me pelo caminho
A brisa de átomos sobre a cara
“LEVA-ME !” – Ordenei de mansinho
“Para que o fizesses, o que me faltara?”



Notas de compreensão do poema:

- No poema, vários elementos se repetem (de propósito):

  - O primeiro verso de cada estrofe relata sempre algo que acontece ao
     sujeito
  - “A brisa de átomos sobre a cara” que aparece sempre no segundo verso
  - Uma fala / pensamento em todas as 3ª e 4ª estrofes
  - “Tive na minha mente”, “Raciocinei-a”, “Na minha cabecinha ecoou”,
     são sinónimos da palavra pensar presente no 1º verso 


André Matias

Página de um Diário Poético

"Eu, professora"     20/3

Finalmente aconteceu. Sinto - me em sintonia com a minha professora de Português.
Enquanto lia os meus excertos, tirados dos poemas lidos pela professora senti a voz da stora a acompanhar a minha enquanto lia.
Lia e ouvia a minha voz, mas na minha cabeça, a voz que ouvia era a da minha professora. A mesma acentuação, o mesmo tom, da mesma maneira, tudo.

"Calor/Frio"           20/3

No Inverno ansiamos pela Primavera, e na Primavera aclamámos o Verão". Este foi o excerto que eu tirei do poema "A Roda" de W. B. Yeats. E acho que se adequa muito bem à minha situação agora. Hoje fez calor, não acha ? O meu quarto está super-quente, estou a suar. Bem gostava de um tempo frio para arrefecer o meu quarto. Embora no Inverno eu tenha desejado um dia quente para aquecer o meu quarto.



André Matias

Treino de Oralidade: o que foi dito


Leitura

Sentir o sentimento.                                         Racionar a razão.                                          Deixar o sangue correr nas veias inchadas e cansadas,              
De racionar o sentimento.                                            
A necessidade do frio,                                    Do gelo a invadir o coração.                                         
Nem sentimento racionado,                                         
 Nem razão sentida.                                               
 Aguardo o que a um polo me levará.

Dissertação

Este texto foi escrito depois de um momento na aula, onde a professora nos incentivou a enveredar por uma escrita poética mais moderna. Tendo gostado, este texto simplesmente fluiu. É um tipo de escrita que me agrada, devido à sonoridade e ao seu abstracionismo.


Sofia Fortuna

Página de um Diário Poético

Realidade

A realidade é como uma sombra, seque-nos para todo o lado.
Só quando as luzes se apagam é que ela se vai embora.

Sofia Fortuna

sexta-feira, 8 de abril de 2011

VISITA DE ESTUDO SOBRE FERNANDO PESSOA





Visita de estudo à procura de “Fernando Pessoa e o seu percurso”

“Lisboa Pessoana”.
A visita de estudo foi longa, mas muito proveitosa, dando-nos uma imagem de uma nova Lisboa dum ponto vista “literário”, deu-nos oportunidade de explorar, ver novos cantos escondidos pela vasta cidade de Lisboa “Pessoana”.
Fernando Pessoa não só deixou a sua marca como escritor, como também se fez marcar pela sua vida e espaços que habitou/frequentou.
[...]
 Um dos locais que mais me agradou no desenrolar desta visita foi o elevador de Santa Justa, [...] Este espaço foi marcado por Fernando Pessoa pelo recordar da sua infância, pela saudade desta, e sua mudança até àquele momento, utilizando o cais para retratar o seu sentimento. Tendo sido escolhido,na minha opinião, um dos locais que mais me agradaram na visita a Lisboa.

“. - Ah todo o caís é uma saudade de pedra!
E quando o navio larga do caís
E se repara de repente que se abriu um espaço
Entre o caís e o navio,
Vem-me, não sei porquê, uma angustia recente,
Uma névoa de sentimentos de tristeza
Que brilha ao sol das minhas angústias relvadas
Como a primeira janela onde a madrugada bate,
E me envolve como uma recordação duma outra pessoa
Que fosse misteriosamente minha. (…)

 
[...]

Conclusão
A visita foi mais do que uma procura do percurso feito por Fernando Pessoa, classifico-a como a procura de um novo ponto de vista, de uma outra cidade de Lisboa” uma Lisboa "Pessoana” uma cidade que vive e sente as coisas sob forma poética transcrita pelo nosso Poeta “F.P” sob forma de versos e variados poemas escritos pelo seu ortónimo e heterónimos. A visita teve como objetivo ensinar-nos a apreciar o dia mais monótono da nossa vida, o passar da brisa pelo nosso rosto,”ser simples” . Aproveitar o que a vida nos dá, e o que nos deixaram.” A origem /história/memória/o conhecimento”.


Marta, 12 D

Treino de Oralidade: o que foi dito


A minha apresentação não fugiu à minha noção do que sabia na altura. Expliquei, depois de ter lido o texto, o que as gaivotas são, e porque voam e os pombos não, e correspondi estas duas espécies a dois tipos de pessoas Eu e os outros, e como me acabavam de interromper por serem pombos,  antes de me lembrar deles pensava na essência do mundo e na minha, e revelou-se [suja] por ter pensado nos outros tornando a matéria não pura.

Por fim, fui confrontado com o tema de gaivotas sem penas, não consegui achar verdadeira a imagem de me ver sem pele, mas via os meus órgão através da fresta do meu corpo, como descrevi no poema que li.
Não fui claro, e não consegui ir para além desta incapacidade, e continuo sem poder e sem querer ir para além dessa incapacidade.
Posso acabar por dizer que afinal tudo me faz confusão porque confundia pássaros. Logo aí as possibilidades de ser lúcido são um pouco impossíveis… 

Luís Costa