quarta-feira, 23 de março de 2011

MATRIZ DO TESTE SOBRE: Felizmente há Luar

Estrutura:

I Grupo: Verificação de leitura, perguntas dirigidas ao conhecimento da peça. (50)

II Grupo: Perguntas de interpretação de texto e ainda sobre acção, personagens, espaço e tempo. (50)

III Grupo: Preenchimento de espaços de um texto teórico dado. (50)

IV Grupo: Desenvolvimento de um tema (50)



Objectivos:

- Conhecer a peça

- Enquadrar historicamente a acção

- Explicar o contexto

- Relacionar tempos históricos

- Compreender e explicar o conceito de fábula histórica

- Reconhecer os símbolos da peça

- Identificar as características do texto dramático

- Perceber a originalidade desta obra do ponto de vista da forma e do conteúdo

- Conhecer e caracterizar: personagens, espaço, tempo e acção

- Relacionar a temporalidade e a intemporalidade desta peça

NOTA: Como foi desde o início informado, a leitura da peça é fundamental.

Para além disso, é suficiente a informação fornecida pelo manual (textos teóricos e “caixas”, como indicado na aula).

Sumários da semana de 21 de Março

Leituras dramatizadas.
Os tempos históricos.
 Felizmente há Luar: a peça como espelho- O dramaturgo, a sua personagem e o general Humberto Delgado.
Os símbolos.
Tempo(s) histórico(s) e intemporalidade, espaço físico e social.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Palavras soltas que se desprendem de uma folha de teste sobre Fernando Pessoa III

"
[...]
A razão em mim presente,
por vezes uma tentação
que me ouve frequentemente
o bater do coração.[...]"
Erica



"Fernando pensa, Pessoa sente

[...]Tivéssemos nós todos capacidade de genialmente nos fragmentarmos em cacos de vaso e atribuir somente sensações a uns e racionalidade a outros.![...]"
Margarida Soares



"[...] Enquanto novo seguidor do sensacionismo, pretendo agora conhecer mais e mais emoções e sentimentos! Estou farto da pasmaceira citadina e popular portuguesa! Quero mais! Muito mais!"
Afonso

"[...] Dei por mim quatro horas mais tarde, quando acabou o papel. Penso que entrei numa espécie de transe em adoração a este mecanismo. A marca de tinta fresca no papel e aquele cheiro intoxicante que ainda hoje está a encher o meu quarto. Os meus dedos a sentir as teclas pareciam peregrinos perdidos que finalmente encontravam algo a que poderiam chamar casa.
Sei que nunca hás-de ler esta carta, pois a tua morte já entrou na nossa vida...[...]"
Concha

"Criaste um Álvaro de Campos para cometer todas as irreverências sociais e políticas, até o levaste à rua contigo; (às vezes é-me difícil perceber onde é que acabas tu e onde começa ele). Buscaste um poeta disciplinado para equilibrar e compreenderes que o passado é o cadáver do presente e o futuro não o é. Ah... o mestre, ele é mestre, mas mesmo assim não te bastaria ser ele, tal como a ceifeira, gostarias de poder ser ele sendo tu.[...]"
Maria Leonor

"... a criação de um heterónimo parte de nós, algo como uma pessoa cortada em partes, dividindo e distinguindo as suas várias personalidades; [...] É bom sentir e imaginar que há sempre mais por dentro de nós, umas vezes por infelicidade e descontentamento...[...]"
Rita Grancho



"[...] a maior felicidade está relacionada com a inocência...[...]"
Rita Duarte

" Penso que faço
o relato do adeus
a complexidade incompleta
de um fingimento alcoólico
[...]
Aproximo-me do tempo
o sincero e desmedido
fingidor da realidade
a Hora é mentira
a Hora é verdade
[...]
"
Inês Marques



"[...]
- Não serei um só? Sendo eles partes de mim que vêem para lá do que eu vejo e acreditam para lá do que eu acredito, fazendo dos meus horizontes terrenos infindáveis?
[...]
Eu finjo, finjo muito, porque sem fingimento não haveria escrita nem arte de escrever, seria apenas uma descrição de momentos, seria uma explosão de sensações.Não sou assim. Minto para ser grande. Finjo, para jogar como mais ninguém joga. Mas também aceito. E não acredito.[...]"
Mariana Fonseca

"[...] o azul do rio
passa nas pedras
e traz os peixes

É bom olhar para o céu
ver como as nuvens dissipam o tempo
que passa, deixa marca nos sentidos
que envelhecem, mas sem que me preocupe.
Aproveitei ao máximo o que os sentidos me deram."
Beatriz

"[...] Ambos sabemos que a amplitude do único e individual está apenas no todo de partes que semeámos pelo mundo. E ambos, tristemente, concluímos que esta certeza não nos traz nenhum sossego. Pudéssemos ao menos cultivar as partes num vasto jardim de verde [...]"
Sofia Pires

Sumários das aulas da semana de 14 de Março

Introdução ao Felizmente há Luar.
A fábula, a parábola.
Luís de Sttau Monteiro e Estado Novo.
Os tempos históricos.

O modo dramático: falas e notas cénicas.
Leitura expressiva de partes de Felizmente há Luar.
Análise dos aspectos históricos e psicológicos. Estado Novo e 1817.
Contexto e personagens.
Humberto Delgado e Gomes Freire de Andrade.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Treino de Oralidade: o que foi lido e dito

10 / 02 /2011
“ Sem espaço para inconsciências” (página do Diário Poético)

Preparava-me para entrar no metro, quando me senti ser literalmente empurrada para dentro dele. As pessoas continuavam a encaixar-se umas nas outras até lotarem o espaço na sua totalidade.
Tinha um livro entreaberto nas mãos, numa tentativa de leitura e abstracção, mas cada paragem significava um aumento do número de entradas e o livro acabou por se colar ao meu peito, transformando-se num acrescento do mesmo.
Senti-me invisível quando me apercebi rodeada por homens altos, de ar atarefado, vestidos com escuros fatos cinza e sobretudos. Todos olhavam nervosamente para o relógio e bufavam de impaciência enquanto eram empurrados e me empurravam também, acentuando gradualmente a minha transparência.
Dei por mim a rir baixinho, quase de forma gloriosa e ocorreu-me que os outros poderiam julgar-me louca ou, no mínimo, estranha, mas pareceu-me que essa crítica seria impossível perante a minha mais recente vantagem: transparência. Ri-me mais um pouco, não o conseguia evitar, mas desta vez ria-me de forma um pouco trocista. A verdade é que não conseguia ser indiferente àquela situação: todos os que se quiseram manter inconscientes viram-se presos numa luta, viram-se obrigados a reagir perante consequências de acções das quais não foram autores, viram-se a tomar conhecimento de uma indisposição e dificuldade geral; por fim, viram-se forçados a encontrar espaço para a consciência.

“O porquê…”

Escrevi este texto numa manhã de greve. Não uma greve minha, mas uma greve de transportes e, por isso, uma greve que se tornou minha e de muitos outros.
Fernando Pessoa partilhou o seu desejo misto de inconsciência e consciência, ou seja, um paradoxo que o tornava consciente, mas indiferente à dor que surge obrigatoriamente por detrás… Uma impossibilidade.
Também nessa manhã foi impossível ser-se indiferente a uma dor constante que abrange diariamente a grande maioria. Todos foram conscientes da necessidade de mudança, sentido na pele uma dificuldade atroz, destruidora de conceitos como “gato” ou “ceifeira”.

“Os não espaços”

Uma outra impossibilidade ou uma mesma impossibilidade traduzida de forma diferente. Defini “espaço” através da consciência cruel que nos é imposta, por outras palavras, defini-o através da realidade.
 “Os não espaços” seriam o lar da inconsciência, mas esta desapareceu já há muito, tornando-os nada mais do que irreais.
 Assim, “os não espaços” são apenas mais uma utopia, mais um desejo paradoxal.

Mariana Fonseca
12º F