quarta-feira, 16 de março de 2011

Arte Poética (criada a partir de passagens recolhidas de poetas (a sublinhado) e texto dos alunos


A minha Arte Poética

Não me importo com as rimas
Não me importo com a poesia
Acho que sou uma solitária, isolada, sem destino
Sem a dita Arte Poética.

Versos prateados não consigo escrever
Que importa o som das ondas e do vento
A lucidez me serve para ver cair muro a muro
Nas palavras cantadas a naturalidade foge-me.

O olhar do poeta atravessa a imaginação
O meu apega-se a admirar
E entre o pensar e o escrever
Limito-me a ser

Caneta pouso no papel
como gesto de aborrecimento
Poeta não sou…
Mas almejava ser




Ana Rita de Almeida Martins
N.º3 – 12ºB

A visão poética da professora Eli

 "Alma Mater, o regresso"

http://visitasdeestudo.blogspot.com/2011/03/marco-14-alma-mater-o-regresso.html

terça-feira, 15 de março de 2011

Sumários das aulas da semana de 28 de Fevereiro

Trabalho escrito a partir dos excertos poéticos recolhidos ao longo das aulas: uma "Arte Poética" pessoal com palavras alheias.

domingo, 13 de março de 2011

Treino de Oralidade: o que foi lido e dito


Texto do Diário Poético:

“Simplicidade Complexa”

É apenas um movimento
Apenas uma linha que se forma
Apenas uma única coisa simples
Apenas uma simplicidade complexa.



Este poema foi escrito após a aula em que se falou da caligrafia de Fernando Pessoa. Quando foram descobertos alguns dos seus poemas, após a sua morte, começaram a ser analisados para perceber se eram realmente de Fernando Pessoa e para decifrar a sua caligrafia, que apesar de ser algo simples, por vezes é complexo.



“Pena”

Neste mundo existem dois tipos de penas: pena animal e pena como sentimento comum em qualquer pessoa.
As aves têm vários tipos de penas, cada uma com a sua estrutura especializada dependendo da sua função, servindo para as proteger do frio, do vento e ajudando-as a voar.
A pena sentimento está sempre dentro de cada um de nós revelando por vezes tristeza, angústia, revolta.
Entretanto algumas penas animais são retiradas sendo utilizadas para a escrita. Nessa escrita exprimem-se sentimentos onde poderá estar incluída a pena.
Com a ajuda dos dois tipos de penas surge a caligrafia, originando uma simplicidade complexa.

Nome: Maria Beatriz de Castro Nunes Lobato de Sousa  Nº 13 12ºD

Crítica à peça FELIZMENTE HÁ LUAR


Luís de Sttau Monteiro. Felizmente Há Luar. A BARRACA.
Encenação de Hélder Costa.
Relação de texto, contexto e encenação equilibrada, boa escolha dos cenários devido a conter objectos simples e pequenos que permitiam a boa circulação dos actores (até porque o palco era pequeno). Acho que os cenários são apropriados à época e onde se encaixa muito bem o contexto da história. Acho também que a escolha de um cenário mais simples permitiu ao público tomar mais atenção ao que se estava a passar.
 Quanto à representação, os papéis e os actores de que mais gostei foi o papel de Maria do Céu Guerra, gostei muito de a ver representar devido à força que cada palavra dela transmitia. E também o papel do Capitão Inglês, gosto sempre de ver um pouco de ironia e divertimento em personagens como a dele. No entanto, penso que todos os actores estiveram bem, que cada um desempenhou o seu papel de maneira acertada, mesmo sendo um papel pequeno (como o do rapazinho pobre que costumava espiar as conversas que se davam à sua volta).
 Sonoplastia e luminotecnia: gostei do facto de a luz focar sempre a acção mais importante que estava a decorrer e também de certos sons durante a peça (como o barulho de uma pedra a partir o vidro, que me fez dar um salto e ver se de facto se tinha partido algum vidro).
 No geral, gostei da peça, acho que foi bem adaptada,percebi a história e a mensagem, o que por vezes pode não acontecer quando as adaptações não são tão acertadas. Gostei principalmente da representação de Maria do Céu Guerra, como já referi, devido ao poder que teve no palco, sobretudo no final da peça. Contudo, o discurso da actriz antes de começar a peça, acho que foi excessivo. O que ela queria transmitir era importante, mas podia tê-lo dito em menos palavras, num discurso mais pequeno, e isso talvez fizesse com que as pessoas prestassem mais atenção, principalmente aqueles que têm menos sensibilidade para o teatro.

Erica Lopes
12ºF nº9

 "
[...]

A Sonoplastia é feita de sons simples tais como tambores, gritos de manifesto, ou som da madeira a crepitar ao final da peça, quando se  ateia a fogueira de cremação de Gomes Freire.
Ao contrário da sonoplastia, a luminotecnia é mais viva, embora a fogueira fosse um ponto de luz. O cenário estava sempre iluminado, com base nas casinhas do povo morador e a lua ao alto. A luminotecnia estava em acordo com os momentos mais tensos da peça tais como:
- quando chegava a “PIDE”, as luzes cintilavam
- quando Matilde de Melo chorava na cremação do seu amado junto a Sousa Falcão, as luzes eram pálidas e de um esbranquiçado muito extenso.
Esteticamente a peça tem uma fusão dos dois séculos, os figurinos são distintos entre a roupa da “PIDE” e os restantes actores. As casinhas em miniatura e iluminadas davam um estilo boémio ao cenário e conforto aos espectadores como se sentissem em casa."

Ana Checa

Crítica à peça FELIZMENTE HÁ LUAR

Questões: É uma boa peça? Está bem representada? Transmite "a ideia chave"? Vale a pena ser vista?
Esta obra foi realmente bem retratada e representada, transporta-nos até à época e transmite a intensidade das acções! Em termos cenográficos foi bem conseguida no geral, vista ao pormenor, deixa pontos a desejar!
Percebe-se facilmente a historia e a sua respectiva moral ou conclusão, deixando até um pouco o público entediado!
Se é uma boa peça é muito relativo (bom argumento, satisfatória produção), mas na minha opinião qualquer peça de teatro deve ser vista! Para alem do factor de respeito pelo trabalhador e artista, é extremamente necessário ter se visto más produções de espetáculos para sabermos identificar uma boa peça quando a virmos! Uma boa peça será sempre uma óptima peça, mas uma má peça será sempre um elogio a uma boa peça!

Susana Paixao 12ºF Nº23