Sensibilização à poesia: audição de um poema de Kavafis.
As características da poesia de Álvaro de Campos.
Leituras e análise de dois poemas da terceira fase.
Fernando Pessoa enquanto "drama em gente": o diálogo entre os poetas e os poemas.
Fernando Pessoa, heterónimos e o tempo.
Epicurismo e estoicismo em Ricardo Reis.
O rio como símbolo de impermanência.
A terceira fase de Álvaro de Campos. O cepticismo e o cansaço.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Sumários da semana de 7 de Fevereiro
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
FELIZMENTE HÁ LUAR
Inicialmente foi-nos apresentada uma introdução por Maria do Céu Guerra, sobre o contexto histórico e o autor da obra. Com esta introdução apercebemo-nos da época em que foi escrita, no século XX, precisamente em 1961, acontecendo nesta época diversos conflitos sociais e políticos protagonizados essencialmente pela oposição e o regime salazarista.
Com esta obra, Sttau Monteiro pretende mostrar à sociedade as dificuldades que Portugal passara, o medo do povo, que não tinha a coragem necessária para lutar pelos seus interesses, especialmente pela liberdade a que tinha direito. Esta falta de coragem originou muitos outros problemas para a população portuguesa, como a miséria, a falta de moral e os destinos traçados a que não conseguiam resistir.
Na minha opinião, esta peça foi bem apresentada pelos actores, nomeadamente, pela personagem de Matilde (mulher de Gomes freire de Andrade) e D. Miguel (primo de Gomes Freire).
Gomes freire, embora personagem ausente fisicamente, é o protagonista do desenrolar de toda a história, foi à sua volta que as peripécias aconteceram, pois sendo ele um homem considerado pelo povo como revolucionário, toda a oposição queria acabar com a sua existência.
Assim, as forças da oposição uniram-se, mas a Igreja defendida por Frei Diogo e a força militar regida por Beresford (homem calculista e oportunista) prenderam e mais tarde enforcaram o seu maior “inimigo”, Freire de Andrade. Nesta peça ainda temos oportunidade de ver o sofrimento de Matilde perante todas as injustiças contra com o seu querido marido e a sua luta pela liberdade, apesar de só ser apoiada por um amigo Sousa Falcão (símbolo de amizade e fidelidade), pois toda a população tinha medo do regime.
O nível cénico, inicialmente, causou-me um choque pela sua pequenez e simplicidade, pois as casas eram tão pequenas que parecia um mundo de crianças, mas, no mesmo instante, dois mendigos a volta de uma fogueira davam uma imagem forte da pobreza e crueldade em que as pessoas viviam.
No decorrer do espectáculo deparamos com vários aspectos, como a repartição da população por classes, muito bem conseguida através dos figurinos e da interpretação das personagens (modo de falar e estar).
A sonoplastia, muito boa, tanto a nível de ouvir os actores, pois a sala tinha boa acústica, como os sons que surgiam através de lançamento de pedras e vidros partidos, entre outros. O mesmo acontece a nível de luz, que incidia por vezes em personagens, o que aumentava a credibilidade e reforçava a presença destas.
No geral, achei uma encenação bem conseguida, mas penso que a introdução inicial foi um pouco excessiva o que tirou a atenção de vários espectadores. Em oposição, a cena transmitiu-nos a principal ideia do texto e do tempo correcto, sendo esse, na minha opinião, o principal objectivo.
Rita Duarte nº22
12ºF
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Crítica à peça
Felizmente há Luar
Van Gogh
Sendo isto uma crítica minha e só minha, serei honesto. Naão gostei muito da peça, francamente desiludiu-me um pouco, e foi por eu já conhecer o livro e a história antes de ver a peça. Muitas das deixas foram cortadas para tornar o espectáculo mais curto e, como consequência, algumas falas perderam o sentido, por já não terem as outras para as completarem; achei as falas e as personagens do livro muito mais profundas e com significado que as do teatro. Cá por mim, não me importava nada de estar lá mais uma hora, se pudesse ver a história mais completa. Se aquele discurso antes da peça não tivesse sido tão longo, talvez houvesse tempo, mas, por outro lado, não fui eu que actuei, e actuar é um trabalho cansativo, o que me leva a ponderar que não estou em posição de criticar o trabalho alheio, se bem que, como alguém que pagou o seu bilhete e viu a peça, tenho o direito de pelo menos anotar algumas falhas que poderiam ser melhoradas.
Falando dos actores, não achei que a representação fosse muito boa: faltou-lhes alguma convicção e paixão. Principalmente, não gostei da representação feita de Vicente, foi a personagem que eu mais admirei no livro e a “fantasia” foi um pouco arruinada com a peça. Mas, em contraste, adorei as personagens do Berseford e de D. Miguel, gostei da maneira como foram representados, principalmente Beresford, com as suas falas inglesas que não estão no livro (um toque muito bom); de D. Miguel gostei do visual do personagem, parecia ter sido talhado para a sua personalidade, a sua maneira fria e pouco emocional de falar e agir. Destas personagens, posso dizer que fizeram a ida ao teatro valer a pena. Quanto aos outros personagens, não me chamaram muito a atenção ou não me cativaram. Embora admita que a actriz que fazia de Matilde de Melo representava muito bem, não gosto muito de papeis muito dramáticos.
Quanto aos outros elementos, como o cenário e os efeito de luzes e som, tenho opiniões distintas. Acho que os cenário não estava grande coisa. O painel no fundo de facto era bonito e ajudava com os efeitos de sombra, que também achei muito bons e que acentuavam as personagens muito bem, principalmente Beresford, o Principal Sousa e D. Miguel, perto do fim do 1º acto. Mas aquelas “casinhas” minúsculas espalhadas no palco uma tentativa muito fraquinha de recriar o ambiente (a não ser que o objectivo deles fosse outro), mais valia terem montado um cenário ou elementos de cenário (mesmo que fossem em cartão) para dar um outro sentimento e um maior realismo ao meio ambiente. Quanto ao som, achei que estava bom, mas no livro imaginei o som dos tambores como algo diferente, mais assustador e militar, e o som das outras pessoas de uma outra escola a falarem muito alto, ao fundo, no final do 1º acto, ao ponto em que já não conseguirmos ouvir bem o que os personagemns diziam, forçando-os a levantar a voz e a parecer que estavam todos apenas a gritar, mas sem nenhum sentimento ou efeito, foi só mesmo barulho que atingiu o ouvido mas não conseguiu chegar “mais longe”.
Emfim, esta é a minha opinião sobre a peça. Se fosse mesmo um crítico, com criticas escritas em livros e revistas, dava uma pontuação um pouco fraca à peça em geral, mas aclamando alguns dos elementos individuais da peça.
[...]
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domingo, 13 de fevereiro de 2011
Crítica de Teatro
John Atkinson Grimshaw
Felizmente há Luar, Luís de Sttau Monteiro
Encontrava-me na última fila das bancadas cercada por zumbidos, risinhos e conversas paralelas quando uma voz de tom irado rompeu as cortinas e barricou todas as outras sonoridades, alegando estranheza ao não ter sido recebida por um imediato aplauso. Foi Maria do Céu Guerra quem subiu ao palco e nos introduziu num movimento liberal oitocentista, evidenciando o paralelismo entre este ambiente de conspiração (1817) e a opressão condicionada pela ditadura de Salazar (1961 - época em que a censura perseguiu a peça de Sttau Monteiro).
A encenação de Helder Costa foi então precedida por uma expansiva explicação da peça e do teatro em geral. O público era formado apenas pelo corpo estudantil e, como tal, o principal objectivo não podia fugir à aprendizagem, mas a dimensão que a inicial abordagem tomou, proporcionou uma ideia de crítica ao próprio trabalho – “não seria a peça enredo suficiente?”.
As luzes apagaram-se. As cortinas abriram-se. E, no palco, estavam apenas umas pequenas casas, dispostas frente-a-frente, criando a ilusão de ruelas lisboetas. Este foi o cenário principal ao longo de toda a peça. Por vezes, sofreu ligeiras invasões de objectos, numa ou noutra cena, mas “Lisboa para Bonecas” não se alterou e possibilitou aos actores rápidos passeios pela cidade.
A cenografia minimalista foi contrastada por poderosas presenças em palco como Maria do Céu Guerra e João D’Ávila que provaram que um “actor deve trabalhar a vida inteira (…) e nunca renunciar este objectivo principal: amar a sua arte com todas as forças e amá-la sem egoísmo” – Constantin Stanislavski.
No entanto, todo o elenco (Adérito Lopes, Jorge Gomes Ribeiro, Pedro Borges, Rita Fernandes, Ruben Garcia, Sérgio Moras e Vânia Naia) vestiu as respectivas personagens de forma exemplar, traduzindo a interpretação de Helder Costa, claramente fiel aos objectivos de Sttau Monteiro.
“Eu sou um homem de teatro concreto, real, de palco. Para mim, o teatro surge quando está no palco, quando estabelece uma relação social, concreta, num povo e num grupo. O livro meramente, ou o texto, tem para mim muito pouco significado, apesar de eu ser um autor teatral. (…) Se vocês são o teatro do futuro, eu sou o do passado. Eu sou um homem para quem só conta o espectáculo.” – Sttau Monteiro.
A peça começa como o crescer de uma avalancha: num ambiente de intrigas e denúncias, existe um povo faminto por lutar, fazendo prevalecer os ideais de Gomes Freire de Andrade, um general amigo da população que acaba detido. Esta situação alimenta o descontentamento da plebe e o desejo de revolta, obrigando a polícia a cair sobre os civis (como a PIDE caiu sobre o Luís de Sttau Monteiro). A esposa do General, Matilde (papel de Maria do Céu Guerra), veste uma capa de coragem e assume uma voz de consciência sobre a injustiça humana, tentando salvar aquele com quem partilhara tantas vivências.
O avançar na narração reduz a velocidade e o drama prevalece sobre o texto: as cenas tornam-se mais expressivas com as incisões de luz e os efeitos sonoros, e toda a representação se aproxima lentamente da fatalidade – a execução do herói.
No fim, a tragédia é embelezada pela ligação existente entre um acentuado luar, como imagem de fundo, um forte e incisivo foco de luz e um grito ( – “Felizmente há luar!”) de Matilde, para quem a imagem (cenário descrito pela actriz) das labaredas a dançarem com o esposo, será para sempre o clarão que “há-de incendiar a terra e abrir as almas”.
Durante todo o espectáculo foi notória a linha teatral de Brecht, ou seja, o facto do actor despir o objectivo de representar e transmitir a necessidade de relatar o real, transformou a peça numa "afronta".Sentada, senti-me presa e acorrentada, e percebi que este sentimento não era nada se não uma inutilidade. O espectáculo provoca-nos, força-nos a querer reagir, pois sentada naquela cadeira, naquela última fila, vi-me forçada a esquecer o meu papel enquanto espectadora e a vestir a pele de uma personagem enquanto cidadã. O desejo de luta do ser humano contra a tirania, a opressão, a traição, a injustiça e todas as formas de perseguição que consumiu uma imensidão de pensamentos durante o movimento liberal oitocentista em Portugal, que fez fervilhar o sangue de tantos reclusos na ditadura nos anos 60 do século XX, invadiu também a minha presença enquanto observadora e destruiu-a.
O fascínio do teatro está na aprendizagem, na percepção de como o “antes” influenciou o “agora”. Mas o prazer desta aprendizagem está nas entrelinhas, está na capacidade de descoberta, está no percurso. Explicar a mensagem antes da experiência é matar um bocadinho da magia que reside obrigatoriamente num mundo de espectáculo, por isso pergunto uma vez mais:
– Não seria a peça enredo suficiente?
– Era.
Mariana Fonseca nº19 12ºF
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Improvisação
O café do Museu Jacquemard André
Improvisação
Improvisação
O café onde nunca fui
Lugar inexistente de um sonho real. Local onde nos acomodamos a chorar , a rir , a pensar , a ficar ...
Sítio onde vamos parar nos sonhos conscientemente ou não , sítio que nos acolhe , onde vemos tudo com bastante clareza, mas que não conseguimos retratar para os outros .
Cada pessoa deste mundo tem um lugar diferente e se mostrássemos o lugar de cada um aos outros , os outros veriam outro lugar ...
O sonho que nos faz viajar para um lugar onde nunca fomos , onde eu vejo uma mesa e tu vês uma cadeira , onde eu vejo azul e tu vês verde , um lugar mágico do nosso imaginário que nos torna reais.
Inês Marques
Crítica à peça FELIZMENTE HÁ LUAR
Van Gogh
"[...]
“A Barraca” pega neste texto e encena-o pelas mãos de Hélder Costa dando-lhe um registo que alterna entre o cómico e o trágico, tendo como pano de fundo o contexto social e político da época. Encenação bem conseguida, apesar do arranque lento dos actores,. No entanto, algures nas linhas de Sttau Monteiro, em conjunto com a estética da peça e também pelos artistas, somos acordados para a decadência da sociedade portuguesa. A peça mostra-nos um ambiente em que Portugal é diminuto: as pessoas são pequenas, as ambições apertadas, a luz é cerrada e parece que com o decorrer da peça o cenário diminui cada vez mais até que só restam as sensações. Quebra-se a “quarta parede”.
O leque de actores é rico: Maria do Céu Guerra, João D’ Ávila, André Nunes, Luís Thomar, Patrícia Marques, Pedro Borges, entre muitos outros. Há que denotar a presença inabalável de Maria do Céu Guerra no papel de Matilde, mulher do General, que me emocionou várias vezes ao longo da peça, apesar de esperar mais,. Todos os outros , no registo umas vezes trágico, outras vezes cómico, algo submisso, deram o seu contributo para o "inconstante" bom desempenho geral. Mas foi sem dúvida o General Gomes Freire de Andrade, a personagem chave desta peça, pois é aquele que está sempre presente embora nunca apareça e no entanto, a certo ponto imaginamo-lo a subir ao cadafalso.
A sonoplastia e luminotecnia da peça estiveram a cargo de Fernando Belo e Rui Mamede que fizeram um excelente trabalho através do dinamismo do desenho de luz e das soluções originais que resultaram na perfeita transposição de cenas. O cenário foi muito bem resolvido com as pequenas casas iluminadas e sobriamente dispostas em fileiras apertadas em que a luz determinava a situação. As opções estéticas do encenador estão realmente de parabéns.
[...]"Andreia Verdugo
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Treino de oralidade: tema para improvisação
Monet
Nevoeiro
Nevoeiro, dito de uma forma mais vulgar, é quando as nuvens descem e estão mais perto do chão bloqueando-nos a visão e tornando mais difícil ver as coisas, o que pode ser um perigo pois arriscamo-nos a chocar com aquilo que não vemos (embora isso só aconteça quando está muito cerrado) levando a acidentes e desastres (principalmente se for de carro). O nevoeiro têm uma simbologia muito ligada ao mistério e ao desconhecido, porque não se sabe o que pode se esconder nele, estando também, em Portugal, muito ligado ao mito do Sebastianismo.
Embora o perigo do nevoeiro normalmente venha apenas do facto de tornar a visão algo mais difícil e de tornar o tempo mais húmido, coisas que só nos afectam se deixarmos, existe um género de nevoeiro que representa um perigo a todos os seres vivos que tenham o infortúnio de o respirar: o smog. Smog vem da junção das palavras inglesas fog (nevoeiro) e smoke (fumo, neste caso da poluição de gases). Como sabem, os fumos emitidos pelos carros e as fábricas são gases poluentes e prejudiciais que fazem mal à saúde, também as nuvens que andam lá no alto são gases, quando o fumo que sai dos carros e fábricas entram contacto com as nuvens, os gases combinam-se, tornando a nuvem dezenas de vezes mais ácida que o habitual, o que também contamina as gotas de água da nuvem formando as chuvas ácidas. Respirar esta junção de gases é como respirar ácido e a exposição prolongada pode corroer os pulmões e o resto dos órgãos que são mais vulneráveis que a nossa pele ou corpo exterior, levando a problemas respiratórios e outros, muito mais graves, que podem levar à morte. O que torna o smog ainda mais perigoso é que é capaz dos mesmos feitos que qualquer gás, podendo entrar em qualquer abertura por muito pequena que seja e infectar-nos com o simples acto de respirar. o que não pode ser evitado e é obrigatório para todos os seres vivos, até as plantas.
André Matias
Nevoeiro
Nevoeiro, dito de uma forma mais vulgar, é quando as nuvens descem e estão mais perto do chão bloqueando-nos a visão e tornando mais difícil ver as coisas, o que pode ser um perigo pois arriscamo-nos a chocar com aquilo que não vemos (embora isso só aconteça quando está muito cerrado) levando a acidentes e desastres (principalmente se for de carro). O nevoeiro têm uma simbologia muito ligada ao mistério e ao desconhecido, porque não se sabe o que pode se esconder nele, estando também, em Portugal, muito ligado ao mito do Sebastianismo.
Embora o perigo do nevoeiro normalmente venha apenas do facto de tornar a visão algo mais difícil e de tornar o tempo mais húmido, coisas que só nos afectam se deixarmos, existe um género de nevoeiro que representa um perigo a todos os seres vivos que tenham o infortúnio de o respirar: o smog. Smog vem da junção das palavras inglesas fog (nevoeiro) e smoke (fumo, neste caso da poluição de gases). Como sabem, os fumos emitidos pelos carros e as fábricas são gases poluentes e prejudiciais que fazem mal à saúde, também as nuvens que andam lá no alto são gases, quando o fumo que sai dos carros e fábricas entram contacto com as nuvens, os gases combinam-se, tornando a nuvem dezenas de vezes mais ácida que o habitual, o que também contamina as gotas de água da nuvem formando as chuvas ácidas. Respirar esta junção de gases é como respirar ácido e a exposição prolongada pode corroer os pulmões e o resto dos órgãos que são mais vulneráveis que a nossa pele ou corpo exterior, levando a problemas respiratórios e outros, muito mais graves, que podem levar à morte. O que torna o smog ainda mais perigoso é que é capaz dos mesmos feitos que qualquer gás, podendo entrar em qualquer abertura por muito pequena que seja e infectar-nos com o simples acto de respirar. o que não pode ser evitado e é obrigatório para todos os seres vivos, até as plantas.
André Matias
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