Leituras, treino de oralidade.
Classicismo, Renascimento, humanismo, epopeia, Portugal no tempo de Camões.
Ponto da situação em relação ao trabalho dentro e fora da aula; recomendações em termos de avaliação.
Treino de oralidade e motivação para a leitura.
O modernismo: contexto, ruptura, estética.
Estrutura de MENSAGEM.
Leitura expressiva do poema "O dos castelos"
Código de correcção dos textos.
Leitura, treino de oralidade.
Análise comparada de um poema de MENSAGEM e de uma estrofe d'OS LUSÍADAS.
A geração modernista.
Os mitos. Análise do poema "Ulisses" e da Invocação.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
12º B: ESTATUTO DOALUNO
Apesar de estar de estar, desde o início do ano, nos "links" à direita, e de ter começado por falar deste, aqui fica, mais uma vez, o actual documento, para não esquecer.
http://dre.pt/pdf1sdip/2010/09/17100/0386003879.pdf
Vou também colocá-lo no email da turma 12ºB , que aproveito par deixar aqui:
12b.designproduto@gmail.com
http://dre.pt/pdf1sdip/2010/09/17100/0386003879.pdf
Vou também colocá-lo no email da turma 12ºB , que aproveito par deixar aqui:
12b.designproduto@gmail.com
domingo, 10 de outubro de 2010
Curiosidades
| VOCÊS SABEM O QUE É UM PALÍNDROMO? NÃO?! QUE ABSURDO!!! Palíndromos Um palíndromo, como sabe, é uma palavra ou um número que se lê da mesma maneira nos dois sentidos normalmente, da esquerda para a direita e ao contrário. Exemplos: OVO, OSSO, RADAR. O mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase; é o caso do conhecido: SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS. Diante do interesse pelo assunto (confesse, você leu a frase de trás p'ra frente), tomámos a liberdade de seleccionar alguns dos melhores palíndromos da língua de Camões... Se você souber de algum, acrescente e passe adiante. ANOTARAM A DATA DA MARATONA ASSIM A AIA IA A MISSA A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA A DROGA DA GORDA A MALA NADA NA LAMA A TORRE DA DERROTA LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL O CÉU SUECO O GALO AMA O LAGO O LOBO AMA O BOLO O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO RIR, O BREVE VERBO RIR A CARA RAJADA DA JARARACA SAIRAM O TIO E OITO MARIAS ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ E já agora
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Memorização de poemas
Uma das tarefas que espero de vós é a memorização de uma estrofe d'Os Lusíadas (à vossa escolha)
fotoR
Objectivos:
. Apurar a sensibilidade à estética literária de uma forma activa e interveniente
. Ler partes d'Os Lusíadas com uma intenção de escolha e com critérios estéticos
. Aprender a dizer texto literário de uma forma expressiva, projectada e articulada
. Apreciar a musicalidade d'Os Lusíadas
. Sentir o ritmo do texto, através da memorização do mesmo
Podes ver os critérios a ter em conta para a perfeita concretização desta tarefa, aqui:
http://memorialdoluar.blogspot.com/2010/09/arte-de-dizer.html
fotoR
Objectivos:
. Apurar a sensibilidade à estética literária de uma forma activa e interveniente
. Ler partes d'Os Lusíadas com uma intenção de escolha e com critérios estéticos
. Aprender a dizer texto literário de uma forma expressiva, projectada e articulada
. Apreciar a musicalidade d'Os Lusíadas
. Sentir o ritmo do texto, através da memorização do mesmo
Podes ver os critérios a ter em conta para a perfeita concretização desta tarefa, aqui:
http://memorialdoluar.blogspot.com/2010/09/arte-de-dizer.html
ESTAVA-SE CO AS ONDAS ONDEANDO…
Exemplo de uma das imensas formas de fazer (restabelecer?) a ligação entre a literatura que se estuda na aula e a vida (um contributo para inspirar o vosso Diário Poético; claro que a ideia não é fazer igual, nem sequer tão extenso):
foto R
Imaginem um “mil folhas” da melhor pastelaria que conheçam. Estaladiço, leve, aéreo, mil folhas soltas, tendo pelo meio um delicioso e voluptuoso creme de pasteleiro, nos intervalos do folhado e do ar. Por cima, uma artística cobertura de chocolate e açúcar a lembrar a espuma do mar. Saído há pouco do forno, perfumado, morno, sedutor. Agora imaginem que alguém vos coloca à frente esse mil folhas e depois começa a retirar-lhe a deliciosa espuma do mar que o cobre e... deita-a fora! À vossa vista. Prossegue deitando fora camada a camada, as películas de massa folhada e o delicioso creme; termina oferecendo-vos a última camada, a de baixo, já sem vestígios da sensualidade do creme. O desejo é tão forte e a tortura foi tal, que não têm coragem para recusar essa última folha, que, apesar de tudo, até é saborosa. Sabe, no entanto, a pouco. Imaginam então, pelo pequeno prazer, o prazer maior que seria saborear o bolo todo. Não é pelo facto de apenas vos ter sido oferecida a parte de baixo que passam a abominar os “mil folhas”.
Foi isso que aconteceu comigo e com o estudo de Os Lusíadas. Retiraram-me tudo: a musicalidade do texto, a magia de alguns episódios, o imenso universo de conhecimento, o emocionante labirinto narrativo que também é, a sensualidade do canto nono, a atraente loucura de algumas personagens, os inebriantes perfumes das especiarias, e deixaram-me a última camada: a divisão de orações. Nem isso me impediu de amar profundamente aquela obra. Poderia tê-la amado ainda mais, como agora amo, que já a conheço melhor. Foi pouco o que me deram, foi pobre, foi curto, foi redutor, foi até um pouco mentiroso, mas não me retirou o prazer do texto. É claro que teria sido melhor se eu tivesse tido o prazer de ouvir um professor que ao mesmo tempo fosse um bom leitor, lendo para mim, com entusiasmo, algumas passagens, sem me cobrar nada, pelo simples prazer de o fazer, e de o fazer para mim, se eu tivesse sido encorajada a conhecer melhor as histórias dos deuses, esses humanos tão aspirantes à divindade, se me tivesse sido proporcionado chorar e lamentar o Adamastor enquanto arquétipo de todo o infeliz amante, se me tivessem sido proporcionadas outras leituras que ampliassem o universo que existe às vezes cifrado no texto, se pudesse ter saboreado com aroma de canela um verso do episódio da tromba marítima que é assim:
Estava-se co as ondas ondeando...
Se me tivesse sido dado saborear neste verso todo um universo ondulante de um “mil folhas” delicioso causador de um agradável torpor e de um leve e subtil enjoo correspondente ao balanço de uma onda suave...
Um mil folhas é uma construção de jangadas sobrepostas e Os Lusíadas são um “mil folhas” recheado e coberto de espuma do mar e música e ritmo.
Estava-se com as ondas ondeando...
Sujeito: nós?, o Vasco da Gama?, os marinheiros?, os portugueses?, indeterminado?, ou eu?, sei lá quem é o sujeito, talvez o Camões, sei lá, um qualquer marinheiro roto, esfomeado e com escorbuto, se a minha professora d’Os Lusíadas descobre que depois daquele esforço todo, nesta idade, continuo sem saber quem é o sujeito que estava ondeando com as ondas...
Estava-se com as ondas ondeando...
Predicado: “estava-se”... Então…já não se está? Não se voltará a estar? E isto é um predicado, ou... um facto consumado? Uma aflição? Já não há mil folhas feitos de ondas? Ó professora, tanto trabalho para... afinal... Os Lusíadas estão desactualizados? É por isso que querem retirá-los do programa? Eu prometo que divido as orações com os meus alunos, eu prometo rezar todas as orações que quiserem, eu prometo ir a pé à Índia dentro de uma caravela, ou em cima de mil “mil folhas”, eu prometo aprender com o Vasco da Gama a rezar à Divina Guarda, eu até rezo ao divino Baco, mas não nos tirem Os Lusíadas do programa de Português...please!!!...
Um dia experimentei ler uns excertos d’Os Lusíadas a umas crianças pequeninas, umas cobaias, tipo a minha filha versão primeiro ciclo e outros que apanhei na altura desprevenidos, ainda não era proibido. Como receio que brevemente venha a ser. De modo que lá lhes li uns bocados... E não é que os putos... gostaram?!
Estava-se co as ondas ondeando...
As crianças pequeninas sempre amaram a música, as artes e as coisas inúteis e as coisas difíceis como a astronomia e o cálculo, antes de a escola lhes retirar esses prazeres e as atulhar em mil folhas compactos com massa gordurosa e densa e de as afogar em informação inútil que qualquer enciclopédia rasca contém.
foto R
Imaginem um “mil folhas” da melhor pastelaria que conheçam. Estaladiço, leve, aéreo, mil folhas soltas, tendo pelo meio um delicioso e voluptuoso creme de pasteleiro, nos intervalos do folhado e do ar. Por cima, uma artística cobertura de chocolate e açúcar a lembrar a espuma do mar. Saído há pouco do forno, perfumado, morno, sedutor. Agora imaginem que alguém vos coloca à frente esse mil folhas e depois começa a retirar-lhe a deliciosa espuma do mar que o cobre e... deita-a fora! À vossa vista. Prossegue deitando fora camada a camada, as películas de massa folhada e o delicioso creme; termina oferecendo-vos a última camada, a de baixo, já sem vestígios da sensualidade do creme. O desejo é tão forte e a tortura foi tal, que não têm coragem para recusar essa última folha, que, apesar de tudo, até é saborosa. Sabe, no entanto, a pouco. Imaginam então, pelo pequeno prazer, o prazer maior que seria saborear o bolo todo. Não é pelo facto de apenas vos ter sido oferecida a parte de baixo que passam a abominar os “mil folhas”.
Foi isso que aconteceu comigo e com o estudo de Os Lusíadas. Retiraram-me tudo: a musicalidade do texto, a magia de alguns episódios, o imenso universo de conhecimento, o emocionante labirinto narrativo que também é, a sensualidade do canto nono, a atraente loucura de algumas personagens, os inebriantes perfumes das especiarias, e deixaram-me a última camada: a divisão de orações. Nem isso me impediu de amar profundamente aquela obra. Poderia tê-la amado ainda mais, como agora amo, que já a conheço melhor. Foi pouco o que me deram, foi pobre, foi curto, foi redutor, foi até um pouco mentiroso, mas não me retirou o prazer do texto. É claro que teria sido melhor se eu tivesse tido o prazer de ouvir um professor que ao mesmo tempo fosse um bom leitor, lendo para mim, com entusiasmo, algumas passagens, sem me cobrar nada, pelo simples prazer de o fazer, e de o fazer para mim, se eu tivesse sido encorajada a conhecer melhor as histórias dos deuses, esses humanos tão aspirantes à divindade, se me tivesse sido proporcionado chorar e lamentar o Adamastor enquanto arquétipo de todo o infeliz amante, se me tivessem sido proporcionadas outras leituras que ampliassem o universo que existe às vezes cifrado no texto, se pudesse ter saboreado com aroma de canela um verso do episódio da tromba marítima que é assim:
Estava-se co as ondas ondeando...
Se me tivesse sido dado saborear neste verso todo um universo ondulante de um “mil folhas” delicioso causador de um agradável torpor e de um leve e subtil enjoo correspondente ao balanço de uma onda suave...
Um mil folhas é uma construção de jangadas sobrepostas e Os Lusíadas são um “mil folhas” recheado e coberto de espuma do mar e música e ritmo.
Estava-se com as ondas ondeando...
Sujeito: nós?, o Vasco da Gama?, os marinheiros?, os portugueses?, indeterminado?, ou eu?, sei lá quem é o sujeito, talvez o Camões, sei lá, um qualquer marinheiro roto, esfomeado e com escorbuto, se a minha professora d’Os Lusíadas descobre que depois daquele esforço todo, nesta idade, continuo sem saber quem é o sujeito que estava ondeando com as ondas...
Estava-se com as ondas ondeando...
Predicado: “estava-se”... Então…já não se está? Não se voltará a estar? E isto é um predicado, ou... um facto consumado? Uma aflição? Já não há mil folhas feitos de ondas? Ó professora, tanto trabalho para... afinal... Os Lusíadas estão desactualizados? É por isso que querem retirá-los do programa? Eu prometo que divido as orações com os meus alunos, eu prometo rezar todas as orações que quiserem, eu prometo ir a pé à Índia dentro de uma caravela, ou em cima de mil “mil folhas”, eu prometo aprender com o Vasco da Gama a rezar à Divina Guarda, eu até rezo ao divino Baco, mas não nos tirem Os Lusíadas do programa de Português...please!!!...
Um dia experimentei ler uns excertos d’Os Lusíadas a umas crianças pequeninas, umas cobaias, tipo a minha filha versão primeiro ciclo e outros que apanhei na altura desprevenidos, ainda não era proibido. Como receio que brevemente venha a ser. De modo que lá lhes li uns bocados... E não é que os putos... gostaram?!
Estava-se co as ondas ondeando...
As crianças pequeninas sempre amaram a música, as artes e as coisas inúteis e as coisas difíceis como a astronomia e o cálculo, antes de a escola lhes retirar esses prazeres e as atulhar em mil folhas compactos com massa gordurosa e densa e de as afogar em informação inútil que qualquer enciclopédia rasca contém.
Sumários das semanas de 20 e 27 de Setembro.
Sumários das aulas da semana de 20 de Setembro
Lições 5,6, 7 e 8
Leitura de dois contos, definição da planta da sala, escolha dos primeiros alunos a apresentar sumário e treino de oralidade.
Teste de diagnóstico ( produção de um texto a partir de excerto lido pela professora do livro Pina Bausch de Claúdia Galhós)
Agendamento das visitas de estudo.
A literatura portuguesa ao longo do tempo.
Treino de oralidade.
Compreensão panorâmica sumária da História da Literatura Portuguesa da Idade Média ao Modernismo.
Teocentrismo e antropocentrismo.
Camões e Pessoa, uma ideia em comum: o Portugal mítico e simbólico.
Os modos literários.
Eleição da delegada e da subdelegada. (12ºB)
Sumários das aulas da semana de 27 de Setembro
Lições 9, 10, 11 e 12
Introdução a OS LUSÍADAS. Estrutura externa e interna. Encaixe e estrutura "in media res". Leitura e análise de um excerto do canto V: tempestade e tromba marítima.
Arcaismos, aliteração, comparação e metáfora.
A estrutura sintáctica latina.
Descrição dinâmica.
Leitura de uma crónica sobre Os Lusíadas ilustrativa da relação literatura e vida.
Revisão da estrutura externa e interna. Encaixe e início "in media res". Tom épico e exaltante. Exemplificação de uma possibilidade de ligação entre a aula e a vida: leitura de uma crónica sobre OS LUSÍADAS.
Leitura e análise da proposição:
Análise da inversão sintáctica (sujeito, predicado, vários complementos), sinédoque, tom épico. O "que" com valor causal.
O Canto V na estrutura d’ Os Lusíadas. Análise do “Fogo de Santelmo” e “Tromba marítima".
Leituras expressivas.
Ponto da situação
MOMENTOS DA AULA
Início:
. Treino de oralidade (leitura, dissertação, improvisação)
. Motivação para a leitura
. Efemérides
. SPA da Língua
Continuidade:
. Explicação de matéria
. Leituras sublinhadas de textos teóricos (estudo em conjunto)
. Análise de textos literários
. Leituras expressivas de textos literários
. Trabalhos individuais ou em grupo
. Apresentação de trabalhos escritos ou orais
ACTIVIDADES/TRABALHO/AVALIAÇÃO
. Trabalhos individuais ou de grupo, escritos, dentro ou fora da aula
. Apresentação memorizada de textos literários
. Diário Poético
. Testes
. Visitas de estudo (participação, interesse, contributos individuais, comportamento, apresentação de trabalhos).
. Atenção, participação oral espontânea ou a pedido, interesse, comportamento cívico, cooperação, pontualidade na presença e na entrega dos trabalhos, assiduidade.
SECÇÕES DO CADERNO
. Lista bibliográfica
. SPA da Língua
. Informação teórica sobre literatura e estilo
. Recolha de expressões ouvidas durante a leitura (para trabalho posterior)
APOIO VIRTUAL
. Blogue
. Página moodle
. email
Início:
. Treino de oralidade (leitura, dissertação, improvisação)
. Motivação para a leitura
. Efemérides
. SPA da Língua
Continuidade:
. Explicação de matéria
. Leituras sublinhadas de textos teóricos (estudo em conjunto)
. Análise de textos literários
. Leituras expressivas de textos literários
. Trabalhos individuais ou em grupo
. Apresentação de trabalhos escritos ou orais
ACTIVIDADES/TRABALHO/AVALIAÇÃO
. Trabalhos individuais ou de grupo, escritos, dentro ou fora da aula
. Apresentação memorizada de textos literários
. Diário Poético
. Testes
. Visitas de estudo (participação, interesse, contributos individuais, comportamento, apresentação de trabalhos).
. Atenção, participação oral espontânea ou a pedido, interesse, comportamento cívico, cooperação, pontualidade na presença e na entrega dos trabalhos, assiduidade.
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. Recolha de expressões ouvidas durante a leitura (para trabalho posterior)
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