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sexta-feira, 8 de abril de 2011

VISITA DE ESTUDO SOBRE FERNANDO PESSOA





Visita de estudo à procura de “Fernando Pessoa e o seu percurso”

“Lisboa Pessoana”.
A visita de estudo foi longa, mas muito proveitosa, dando-nos uma imagem de uma nova Lisboa dum ponto vista “literário”, deu-nos oportunidade de explorar, ver novos cantos escondidos pela vasta cidade de Lisboa “Pessoana”.
Fernando Pessoa não só deixou a sua marca como escritor, como também se fez marcar pela sua vida e espaços que habitou/frequentou.
[...]
 Um dos locais que mais me agradou no desenrolar desta visita foi o elevador de Santa Justa, [...] Este espaço foi marcado por Fernando Pessoa pelo recordar da sua infância, pela saudade desta, e sua mudança até àquele momento, utilizando o cais para retratar o seu sentimento. Tendo sido escolhido,na minha opinião, um dos locais que mais me agradaram na visita a Lisboa.

“. - Ah todo o caís é uma saudade de pedra!
E quando o navio larga do caís
E se repara de repente que se abriu um espaço
Entre o caís e o navio,
Vem-me, não sei porquê, uma angustia recente,
Uma névoa de sentimentos de tristeza
Que brilha ao sol das minhas angústias relvadas
Como a primeira janela onde a madrugada bate,
E me envolve como uma recordação duma outra pessoa
Que fosse misteriosamente minha. (…)

 
[...]

Conclusão
A visita foi mais do que uma procura do percurso feito por Fernando Pessoa, classifico-a como a procura de um novo ponto de vista, de uma outra cidade de Lisboa” uma Lisboa "Pessoana” uma cidade que vive e sente as coisas sob forma poética transcrita pelo nosso Poeta “F.P” sob forma de versos e variados poemas escritos pelo seu ortónimo e heterónimos. A visita teve como objetivo ensinar-nos a apreciar o dia mais monótono da nossa vida, o passar da brisa pelo nosso rosto,”ser simples” . Aproveitar o que a vida nos dá, e o que nos deixaram.” A origem /história/memória/o conhecimento”.


Marta, 12 D

VISITA DE ESTUDO SOBRE FERNANDO PESSOA



Disciplina: Língua Portuguesa
Professora:  Risoleta Pinto
Nome: André Gouveia Matias  Nº4  12ºD

Que posso eu dizer? Não houve nada de que eu tenha gostado mais. Adorei a visita de estudo. Do principio ao fim. Adorei o passeio em si (sou grande fã de passear); adorei poder fazê-lo com as pessoas que mais gosto a seguir à minha família: os meus colegas; adorei poder fazê-lo com professores de quem eu gosto e respeito; adorei todo o conhecimento que pude obter; adorei os textos lidos e adorei ler um texto e poema em frente à casa do próprio Fernando Pessoa; adorei cada rua, cada esquina, cada detalhe, cada casa e prédio, cada estátua .... se calhar cada pedra.
Do principio ao fim senti o meu corpo encher-se de entusiasmo e ânimo por algo que eu quase nunca fiz na minha vida: passear com amigos e colegas.

O meu ânimo só pode ser comparado ao ânimo de Álvaro de Campos pela máquina e o meu cansaço após esta esgotante viagem assemelha-se ao cansaço de Campos na sua 3ª fase.
(Pode dizer-se que neste passeio senti a própria essência de Fernando Pessoa e tornei-me parte dele, como um heterónimo. Mas talvez eu esteja a exagerar)

Foi uma visita de estudo muito relaxante (poder passear durante o tempo de aulas e aproveitar o dia) e educativa para mim, talvez mais num sentido geográfico pois permitiu-me conhecer melhor a Baixa, os seus pontos de interesse e a navegar por entre eles.

É uma visita que dificilmente esquecerei (tenho montes de fotografias para me lembrar dela, por isso vai ficar no meu “chip" de memória por muito tempo) e, infelizmente, uma que dificilmente conseguirei repetir.

[...]

domingo, 13 de março de 2011

Crítica à peça FELIZMENTE HÁ LUAR


Luís de Sttau Monteiro. Felizmente Há Luar. A BARRACA.
Encenação de Hélder Costa.
Relação de texto, contexto e encenação equilibrada, boa escolha dos cenários devido a conter objectos simples e pequenos que permitiam a boa circulação dos actores (até porque o palco era pequeno). Acho que os cenários são apropriados à época e onde se encaixa muito bem o contexto da história. Acho também que a escolha de um cenário mais simples permitiu ao público tomar mais atenção ao que se estava a passar.
 Quanto à representação, os papéis e os actores de que mais gostei foi o papel de Maria do Céu Guerra, gostei muito de a ver representar devido à força que cada palavra dela transmitia. E também o papel do Capitão Inglês, gosto sempre de ver um pouco de ironia e divertimento em personagens como a dele. No entanto, penso que todos os actores estiveram bem, que cada um desempenhou o seu papel de maneira acertada, mesmo sendo um papel pequeno (como o do rapazinho pobre que costumava espiar as conversas que se davam à sua volta).
 Sonoplastia e luminotecnia: gostei do facto de a luz focar sempre a acção mais importante que estava a decorrer e também de certos sons durante a peça (como o barulho de uma pedra a partir o vidro, que me fez dar um salto e ver se de facto se tinha partido algum vidro).
 No geral, gostei da peça, acho que foi bem adaptada,percebi a história e a mensagem, o que por vezes pode não acontecer quando as adaptações não são tão acertadas. Gostei principalmente da representação de Maria do Céu Guerra, como já referi, devido ao poder que teve no palco, sobretudo no final da peça. Contudo, o discurso da actriz antes de começar a peça, acho que foi excessivo. O que ela queria transmitir era importante, mas podia tê-lo dito em menos palavras, num discurso mais pequeno, e isso talvez fizesse com que as pessoas prestassem mais atenção, principalmente aqueles que têm menos sensibilidade para o teatro.

Erica Lopes
12ºF nº9

 "
[...]

A Sonoplastia é feita de sons simples tais como tambores, gritos de manifesto, ou som da madeira a crepitar ao final da peça, quando se  ateia a fogueira de cremação de Gomes Freire.
Ao contrário da sonoplastia, a luminotecnia é mais viva, embora a fogueira fosse um ponto de luz. O cenário estava sempre iluminado, com base nas casinhas do povo morador e a lua ao alto. A luminotecnia estava em acordo com os momentos mais tensos da peça tais como:
- quando chegava a “PIDE”, as luzes cintilavam
- quando Matilde de Melo chorava na cremação do seu amado junto a Sousa Falcão, as luzes eram pálidas e de um esbranquiçado muito extenso.
Esteticamente a peça tem uma fusão dos dois séculos, os figurinos são distintos entre a roupa da “PIDE” e os restantes actores. As casinhas em miniatura e iluminadas davam um estilo boémio ao cenário e conforto aos espectadores como se sentissem em casa."

Ana Checa

Crítica à peça FELIZMENTE HÁ LUAR

Questões: É uma boa peça? Está bem representada? Transmite "a ideia chave"? Vale a pena ser vista?
Esta obra foi realmente bem retratada e representada, transporta-nos até à época e transmite a intensidade das acções! Em termos cenográficos foi bem conseguida no geral, vista ao pormenor, deixa pontos a desejar!
Percebe-se facilmente a historia e a sua respectiva moral ou conclusão, deixando até um pouco o público entediado!
Se é uma boa peça é muito relativo (bom argumento, satisfatória produção), mas na minha opinião qualquer peça de teatro deve ser vista! Para alem do factor de respeito pelo trabalhador e artista, é extremamente necessário ter se visto más produções de espetáculos para sabermos identificar uma boa peça quando a virmos! Uma boa peça será sempre uma óptima peça, mas uma má peça será sempre um elogio a uma boa peça!

Susana Paixao 12ºF Nº23
 

Crítica à peça FELIZMENTE HÁ LUAR

"[...]

Esta peça é conduzida pelos princípios do teatro moderno (desenvolvidos por Brecht). A intenção é substituir o “sentir” por “pensar”,;para tal, é necessário haver uma distanciação histórica, isto é, o actor deve conseguir “afastar-se” da personagem e o espectador deve conseguir “afastar-se” da história narrada.
Esta técnica aproxima o actor e o espectador, de tal modo que ambos
se distanciam da história narrada, podendo assim, como pessoas reais, fazerem os respectivos juízos ou críticas de forma precisa e consciente sobre o que se passa em palco sem que as emoções trágicas ou dramáticas levadas ao extremo afectem o juízo de cada um.

O cenário presente nesta versão da peça foi minimalista, porém ilimitado, capaz de nos transportar mentalmente para os vários cenários mencionados na obra e assim permitindo-nos uma maior liberdade em “criar” e adaptar a história individualmente.

Pessoalmente, creio que, todo o ambiente criado naquele palco, com a ajuda das luzes e do som, e principalmente com a atitude dos actores, fizeram desta peça um espectáculo, até o silêncio presente em algumas partes ajudou bastante a criar o impacto pretendido em nós, espectadores. Apesar de ser a primeira vez que assisto à representação destes actores, penso que estiveram bem em palco. Recomendo fortemente assistir à peça Felizmente há luar! , pois tendo uma escrita simples ,é uma obra bastante acessível e interessante para todas as idades."
Irina Ivanenco 12ºF, Nº 13