Mostrando postagens com marcador diário poético. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador diário poético. Mostrar todas as postagens

sábado, 9 de abril de 2011

Página de um Diário Poético

Quero muito e não pouco
Quero muito e não algum
Quero muito e não um bocado
Quero muito o TUDO
Quero, quero, quero...
Um dia voltar a ter
TUDO aquilo que já perdi



Deuses vistos como Deus
Sentidos como salvadores
Apesar de mais velhos
Comparam-se com o mais novo
Este novo que ainda perdura
Na vida de milhões de pessoas
Sem nunca ser esquecido
É relembrado em auxilio
Um Deus valorizado como Deuses
E Deuses equiparados com Deus




O sol azul que entra pela casa
contrasta no céu amarelo que
cobre o dia de hoje.
A pedra alegra o dia
com a sua melodia
O canário está ali no meio do jardim
e serve de baliza.
Os cães jogam à bola
felizes e cansados
As crianças assistem 
com a respiração acelerada
e com a língua de fora
 
 
Ana Carolina Almeida

Página de um Diário Poético

"Eu, professora"     20/3

Finalmente aconteceu. Sinto - me em sintonia com a minha professora de Português.
Enquanto lia os meus excertos, tirados dos poemas lidos pela professora senti a voz da stora a acompanhar a minha enquanto lia.
Lia e ouvia a minha voz, mas na minha cabeça, a voz que ouvia era a da minha professora. A mesma acentuação, o mesmo tom, da mesma maneira, tudo.

"Calor/Frio"           20/3

No Inverno ansiamos pela Primavera, e na Primavera aclamámos o Verão". Este foi o excerto que eu tirei do poema "A Roda" de W. B. Yeats. E acho que se adequa muito bem à minha situação agora. Hoje fez calor, não acha ? O meu quarto está super-quente, estou a suar. Bem gostava de um tempo frio para arrefecer o meu quarto. Embora no Inverno eu tenha desejado um dia quente para aquecer o meu quarto.



André Matias

Página de um Diário Poético

Realidade

A realidade é como uma sombra, seque-nos para todo o lado.
Só quando as luzes se apagam é que ela se vai embora.

Sofia Fortuna

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Páginas de um Diário Poético


Às vezes esqueço-me que o céu existe

Ocupo a vista com construções arquitetónicas anti-sentimentais
Alimento-me das rotinas
Sociais, comunitárias e
Esqueço-me de me esquecer do eixo.

Estalar o pescoço,
Formar um ângulo
E olhar para cima.

Abstenho-me demasiadas vezes de desafogar a vista.

Por falta de paciência, por falta de coragem e, tantas vezes, por falta de lembrança.




“Enquanto formos escravos de Felipe/ Ovelhas seremos de D. Sebastião.”
                                                                                        Natália Correia em O Encoberto

Aguardo, receosamente, nos confins dos meus sentidos que um qualquer messias assuma contornos palpáveis e me salve das minhas perturbações, me solte das minhas amarras e me leve daqui; que me deixe do lado de fora e me traga o mundo pelas mãos.
Esqueci-me sempre de pensar em mim, de me considerar como uma força passível de ascender, de emergir, de se levar à tona até à luz.
Será este o meu modo de ser eu mesma ou simplesmente o meu modo de ser portuguesa?


Digam-me que sim… Digam-me… Oh digam-me que não, não sei… Já não sei…




Será este caminho de sonho feito para compensar a realidade? 


Ana Sofia Pires

domingo, 13 de março de 2011

Treino de Oralidade: o que foi lido e dito


Texto do Diário Poético:

“Simplicidade Complexa”

É apenas um movimento
Apenas uma linha que se forma
Apenas uma única coisa simples
Apenas uma simplicidade complexa.



Este poema foi escrito após a aula em que se falou da caligrafia de Fernando Pessoa. Quando foram descobertos alguns dos seus poemas, após a sua morte, começaram a ser analisados para perceber se eram realmente de Fernando Pessoa e para decifrar a sua caligrafia, que apesar de ser algo simples, por vezes é complexo.



“Pena”

Neste mundo existem dois tipos de penas: pena animal e pena como sentimento comum em qualquer pessoa.
As aves têm vários tipos de penas, cada uma com a sua estrutura especializada dependendo da sua função, servindo para as proteger do frio, do vento e ajudando-as a voar.
A pena sentimento está sempre dentro de cada um de nós revelando por vezes tristeza, angústia, revolta.
Entretanto algumas penas animais são retiradas sendo utilizadas para a escrita. Nessa escrita exprimem-se sentimentos onde poderá estar incluída a pena.
Com a ajuda dos dois tipos de penas surge a caligrafia, originando uma simplicidade complexa.

Nome: Maria Beatriz de Castro Nunes Lobato de Sousa  Nº 13 12ºD

Momento de Oralidade



Leitura de uma página do Diário Poético:

Vida e Personalidade
Multiplicidade de histórias
Personalidades em vidas
Multiplicadas, relações que
Ecoam, 3 muros reflectores.

Pai Soberano, três reinos
Distantes, águas de um só
Rio, une seus militantes.

Unidade espelhada, Vidas
Partilhadas, personalidade
 Triplicada.

Dissertação

  Fernando Pessoa não deveria jamais ser designado como louco ou esquizofrénico.
  Todos nós temos a necessidade inconsciente de criar personagens para encarar diferentes aspectos da nossa vida, e assim também Fernando Pessoa o fez, a única diferença é que o poeta deu vida a estas personagens materializando-as através da sua escrita.

Improviso   
A importância de ser eu
  Nós, enquanto unidade íntegra, só estamos completos através desta visão prismática da vida. Como unidade somos compostos por diversos aspectos ou momentos, que nos dão características que por assim ser nos conferem carácter. 
  Se assim não fossem, não passaríamos de meros números numa superfície plana, não teríamos as oscilações que dão à vida o seu aspecto mutante e imprevisível. Sem assim não fossem e em última a analise, o destino não teria importância ou relevância alguma.

Ricardo Rascão

domingo, 2 de janeiro de 2011

Volto a recordar a informação sobre o Diário Poético:



Aqui:
http://memorialdoluar.blogspot.com/2010/09/diario-poetico.html

2º PERÍODO: DIÁRIO POÉTICO



CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO (recordando):

. Título (adequação, qualidade)
. Diversidade do tipo de entradas
. Texto próprio
. Características poéticas
. Ligação aula-vida
. Apresentação, contextualização, coerência texto-imagem
. Número de entradas
. Datação e cumprimento de prazos
. Reflexão-balanço
. Apreciação global

Cada tópico pode ser avaliado entre 0 e 3. Um Diário pode ter a totalidade de 30 pontos.
1- 6- insuf-
7, 8, 9 - insuf
10, 11, 12 - insusuf +
13, 14- suf-
15, 16 - suf
17, 18 - suf +
19, 20, 21- bom -
22, 23 - bom
24, 25 - bom +
26, 27, 28, 29 - MBom
30- Excelente

DATA DE ENTREGA NO SEGUNDO PERÍODO:
21 DE Março (12º B e D)
22 de Março (12º F)

NÚMERO MÍNIMO DE ENTRADAS: 22

sábado, 11 de dezembro de 2010

Diário Poético


Escrever no Diário Poético é quase como falar para os nossos botões… basta relacionar as aulas com o nosso quotidiano.
 Não é difícil, a mim bastou-me olhar para a caixa dos botões e logo surgiram os pensamentos.
 Falo com os meus botões…
Penso com os meus botões…

Erica, 12º F


Uma página do Diário Poético


“Arroio, esse cantar, jovem e puro
Busca o oceano por achar
E a fala dos pinhais, marulho obscuro
É o som presente desse mar futuro
É a voz da terra ansiando pelo mar.”
D. Dinis, A Mensagem
Fernando Pessoa


Metamorfose Arroiana
Arroio, esse local mágico e genuíno onde todos procuram o mesmo: a melhor maneira de se relacionarem com a arte, com pessoas, com costumes, visões das nossas habituais formas de olhar o mundo. Cada um experimenta, toca o que os rodeia de coração aberto, ouve com a máxima atenção as conversas daqueles que o enriquecem com as palavras, sendo cada uma um tesouro a guardar preciosamente no cofrezinho de pérola. Pérola que se vai lapidando com o tempo, com as condicionantes que nos rodeiam.
No entanto, tudo isto é o alimento de cada um de nós, “arroianos” de alma e coração. É o tom da lagarta pequena que através da metamorfose da vida, vai sonhando cada vez mais alto e ansiando sempre por mais e mais pelo pouco muito que nos é dado, neste fado que é a Arroio.

Andreia Verdugo
12º F, Nº5